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Guia de Ações

Atualizado em: 15/12/2007
Conheça aqui as principais definições, características e
termos usados pelo mercado de ações. Basta clicar nos
termos chave abaixo.
 

Ações - dividindo uma empresa
Classes de ações
Blue Chips
A formação de preços das ações
Rentabilidade das ações
Direito de subscrição
Ganhos de capital - ganhando dinheiro com ações
Como funciona o mercado de ações
Como funciona uma corretora virtual?
Como analisar tanta informação?
Negociando suas ações
Custos da transação
American Depositary Receipts (ADRs)

 

Ações - dividindo uma empresa
 
Ações são como pedaços de uma "torta". Quando você compra ações de uma empresa, é como se você possuísse "fatias" desta empresa. Os acionistas - em geral, milhares de indivíduos e instituições - possuem parte do patrimônio desta companhia, ou seja, uma fração do todo. As empresas emitem dois tipos básicos de ações: ordinárias e preferenciais - as primeiras, com direito a voto e as demais, com prioridade no recebimento de dividendos.
 

Quando as empresas abrem capital, elas transferem aos investidores parte do seu controle acionário (caso o aplicador tenha adquirido ações ordinárias, do contrário, ele só terá preferência na distribuição de proventos, não participando da tomada de decisões). Em troca, as companhias abertas recebem dinheiro para seus investimentos e se financiam, podendo, então, expandir seus negócios.

Ao comprar ações, o investidor espera receber dividendos ou juros sobre capital próprio, ou seja, parte dos lucros da empresa. Ele espera também que o preço das ações se valorize, fazendo sua aplicação auferir lucros. Porém, como qualquer investimento, ao comprar ações, o investidor não tem garantia de performance. Isso significa que, da mesma forma que o papel pode valorizar-se, ele também pode depreciar-se.
 
O risco que os investidores assumem quando eles compram ações são os de que a empresa na qual estão investindo não tenha bons resultados financeiros ou que os preços das ações sofram desvalorização. No pior dos casos, é possível perder todo o investimento - mas não mais do que isto. Os acionistas não são responsáveis pelas dívidas da empresa. No longo prazo a aplicação no mercado de renda variável tem produzido bons resultados históricos, se comparado com os de outras alternativas de investimento.
 
 
Classes de ações
 

As empresas também podem emitir diferentes classes de ações. Algumas recebem a classificação A, B, C, ou alguma outra letra, conforme objetivos específicos. A empresa tem liberdade para criar quantas classes quiser. Ela pode estabelecer em seus estatutos valores diferenciados de dividendos ou proventos especiais para cada classe de ação. As classes também podem indicar restrições quanto à posse das ações, como por exemplo, restrição ao investimento de estrangeiros.

As subdivisões são: PNA (ações PN de classe A), PNB (ações preferenciais de classe B) e, em geral, seguem desta forma até PNH (ações preferenciais de classe H). Se a empresa quiser, por exemplo, pode continuar emitindo outras classes de ações, chegando até a uma PNZ. Hoje em dia, as empresas dificilmente criam essas séries de ações.
 
 
Blue Chips
 
"Blue Chips" é um termo originalmente utilizado no pôquer, onde as "Blue Chips" são as fichas mais valiosas. No mercado financeiro, este termo é utilizado para fazer referência às ações das maiores e mais lucrativas corporações. Elas são as chamadas ações de primeira linha. A lista de empresas classificadas como "Blue Chips" não é oficial e muda constantemente.
A formação de preços das ações
 
Os preços das ações são formados em pregão pela dinâmica das forças de demanda e oferta de cada papel, o que torna a cotação praticada um indicador confiável do valor que o mercado atribui às diferentes ações. A maior ou menor oferta e procura por determinado papel está diretamente relacionada ao comportamento histórico dos preços e, sobretudo, às perspectivas futuras da empresa emissora e à política de dividendos.
 

O valor das ações pode variar a qualquer momento, dependendo, por exemplo, das condições de mercado e da percepção de risco dos investidores. Quando investidores compram ações de uma empresa, eles acreditam que a empresa terá lucro ou que o valor das ações da empresa subirá.

Porém, se os investidores acreditam que o panorama é ruim e não investem ou vendem as ações que eles já possuem, o preço das ações sofre desvalorização. Alterações no valor das ações são movimentos naturais de mercado, que dependem do cenário macroeconômico e também da percepção que o mercado tem de um determinado papel e seu comportamento neste cenário.
 
Quando a economia está desaquecida, os rendimentos das empresas tendem a cair rapidamente, porém, quando a economia se recupera, os rendimentos da empresa tendem a se recuperar e o valor das ações também sobe, acompanhando esta recuperação. Essas oscilações de preço são cíclicas, ou seja, acontecem de tempos em tempos, como os movimentos de mercado. A variação é normal principalmente porque investir em ações é uma aplicação de longo prazo.
 
 
Rentabilidade das ações
 
Como visto anteriormente, a rentabilidade das ações é variável. Ela pode ser obtida de duas maneiras. A primeira, se dá através da venda da ação, quando o acionista tem ganho de capital, ou seja, ele compra a ação a um determinado preço e, ao vê-la valorizar-se, ele decide vendê-la, obtendo lucro.
 
A segunda forma de obter rendimentos através da compra de ações acontece através da distribuição de dividendos ou participação nos resultados e benefícios concedidos pela empresa aos detentores do papel. Veja a seguir como isto ocorre.
 
 
Direito de subscrição
 

O direito de subscrição permite que o acionista compre novo lote de ações lançado pela empresa por um valor preestabelecido e em período determinado. O novo lote será em valor proporcional ao de ações que o investidor possui em carteira, o que faz parte da estratégia de aumento de capital da empresa.

Se o acionista não quiser exercer essa opção de compra, ele poderá transferir o direito de subscrição a terceiros, através de venda desse direito em pregão. Para saber se é ou não interessante exercer o direito, é preciso acompanhar o comportamento do papel no mercado e, assim, vislumbrar se a tendência, para eles, é de alta ou de baixa.

Isso permitirá que o acionista avalie se, na época do vencimento, o valor pago pela ação e o pago pelo direito de subscrição serão menores do que a cotação do papel no dia. Do contrário, ele poderá perder dinheiro.
 
Ganhos de capital - ganhando dinheiro com ações
 

A maioria das pessoas compra ações para ganhar dinheiro através de ganhos de capital, isto é, do ganho obtido pela venda das ações a um valor maior do que o pago no ato da compra. Se você adquirir mil ações da empresa X por R$ 50 cada - ou seja, fazendo um investimento total de R$ 50 mil -, e vendê-las por R$ 65 cada - uma venda total de R$ 65 mil -, você terá um ganho de capital de R$ 15 por ação, ou um total de R$ 15 mil.

Caso você tenha mantido seus investimentos por mais de um ano, os seus lucros são considerados ganhos de capital de longo prazo. No entanto, nem todo o dinheiro obtido com o negócio vai para o seu bolso. Você terá que pagar impostos e comissões para a sua corretora pela compra e venda das ações.
 
Como funciona o mercado de ações
 
Comprar e vender ações não é difícil, mas o processo tem suas próprias regras, uma linguagem peculiar e um conjunto de pessoas envolvidas para fazê-lo funcionar. Cerca de 1 milhão de brasileiros investem em ações. Boa parte deles compra e vende ações através de uma corretora, que é uma instituição financeira credenciada na bolsa de valores. Em corretoras tradicionais as ordens de compra e venda são executadas por operadores habilitados pela bolsa. A execução das ordens de compra e venda seguem a ordem abaixo.
 
a) O cliente liga para a corretora e, após conversa com o operador, determina a operação que deseja fazer. Neste momento, são estabelecidas as condições de compra ou venda das ações;
 
b) O operador executa a ordem através de um terminal ou repassa o pedido ao operador de pregão. No entanto, nem sempre a ordem é executada, uma vez que os valores de mercado das ações podem oscilar bastante;
 
c) O operador confirma a execução para o cliente e registra a operação em seu sistema;
 
d) Em seguida, o pessoal de retaguarda recebe a confirmação e providencia a liquidação física (transferência das ações) e financeira (pagamento ou recebimento dos fundos) da operação.
 
 
Como funciona uma corretora virtual?
 
Na corretora virtual as ordens de compra e venda de ações são feitas através da internet, via Home Broker. É possível verificar o valor da cotação da ação naquele momento e especificar sob que condições sua compra ou venda devem ser executadas.
 
Em seguida, a ordem é colocada em um sistema eletrônico da bolsa de valores que procura casar as ordens de compra com as ordens de venda: o Megabolsa. Quando sua ordem é executada, o investidor recebe uma confirmação.
 
Por exemplo, o investidor consulta pela internet o valor de um lote de ações da empresa A. Naquele momento, o mercado negocia o lote dessas ações por R$ 54. Em seguida, o investidor decide colocar suas ações à venda por um mínimo de R$53, por exemplo. Ele também pode especificar por quanto tempo sua ordem é válida (apenas durante o dia de hoje, por exemplo).
 
Após preencher na tela as condições da operação, o investidor confirma sua ordem, que é automaticamente registrada no sistema da bolsa de valores, o Megabolsa. Em seguida, o sistema da bolsa irá procurar por ordens de compra de ações da empresa A. Caso haja alguma ordem no sistema, as informações são cruzadas e a operação é executada. Caso contrário, será necessário esperar a próxima ordem de compra de ações da empresa A.
 
 
Como analisar tanta informação?
 
Informações atualizadas sobre o mercado são como o "oxigênio" para o investidor: cotações, notícias, boletins, análises de empresas e da economia e alertas. Elas são vitais para a análise do momento certo de compra e venda de um ativo. Mas como digerir tudo isso? Duas maneiras tradicionalmente escolhidas pelos investidores para analisar as ações e o mercado acionário são as análises fundamentalista e técnica (também chamada de análise gráfica). Enquanto a primeira se dedica a definir o papel, a segunda mostra seu momento de compra.
 
 
Negociando suas ações
 
A realização de negócios no mercado à vista requer a intermediação de uma corretora que está credenciada para executar, em pregão, a ordem de compra ou venda de seu cliente, através de um de seus operadores.
 
 
Custos da transação
 
Sobre as operações realizadas no mercado à vista, incidem taxa de corretagem pela intermediação - calculada por faixas sobre o movimento financeiro total, compras mais vendas, das ordens realizadas em nome do investidor, por uma mesma corretora e em um mesmo pregão, emolumentos e o Aviso de Negociações com ações - ANA, cobrado por pregão em que tenham ocorrido negócios por ordem do investidor, independente do número de transações em seu nome.
 
 
American Depositary Receipts (ADRs)
 
ADRs são recibos que representam ações de um emissor estrangeiro que se encontram depositadas e sob custódia de um determinado banco no país de origem. Tais recibos são emitidos por um banco norte-americano e negociados nos Estados Unidos. Negocia-se ADRs também de Londres e do Brasil, porém, para tal, necessita-se de um sistema americano de negociação, como, por exemplo, o Instinet.
 

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